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Alguém que ama a vida e odeia as injustiças

05 janeiro, 2011

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Até Amanhã

Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.

É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.

É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.

Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.

Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"
..
Posted by Picasa

9 comentários:

Gravepisser disse...

Adorei o poema, obrigado... :)

Um excelente 2011 para ti.

Beijos

tiaselma.com disse...

Mateso Azul, que MA-RA-VI-LHA!!! Poema e foto primorosos!

Beijocas!

Antonio disse...

Excelente esse poema. Belíssima a foto.

Um ano com muita poesia.

Miosotis disse...

... sendo de temperamento agreste, irascível até com crianças, Eugénio de Andrade era na inspiração um ser de tanta sensibilidade!

Bom Ano, querida amiga!
Um beijo,

Teresa Durães disse...

penso que a melhor forma de partilhar é dar-mos a amar o que amamos

C Valente disse...

Lindo
Saudações amigas e bom fim de semana

Virgínia do Carmo disse...

Acredito que amamos as coisas através das pessoas...

Este poema é sem dúvida lindo!

Beijinho :)

Miosotis disse...

... 'Mateo', espero que estejas bem! O silêncio, no teu canto, inquieta-me!

Um beijo afectuoso

gabriela r martins disse...

excelente escolha para um excelente blogue

parabéns ( em azul ),Amiga



.
um beijo