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Alguém que ama a vida e odeia as injustiças

01 novembro, 2009




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Em uma Tarde de Outono

Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...

Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?

A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!

E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...

Olavo Bilac, in "Poesias"
Posted by Picasa

4 comentários:

gabriela rocha martins disse...

o outono em tons de mar

ou uma escolha poética assaz feliz




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um beijo

Mar Arável disse...

Tanto outono

tanto mar

tantos e belos ciclos de marés

Bjs

Vieira Calado disse...

A música ia tão bem com o poema...

O pior é que a música parou...

Cumprimentos meus

tiaselma.com disse...

Lindo, lindo o poema do nosso Bilac...

Azul, azul o espaço da Mateso...

Beijocas da leitora.