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Alguém que ama a vida e odeia as injustiças

04 setembro, 2007

Despedida


Na ausência da palavra

O verbo cai no espaço

Hiato de polifonia gasta.

Assobia o vento sul

Em compasso livre

Sopra o do norte

Em espiral entrecortada

Sibila o ar já frio

Em tom de chegada.

E a lágrima…

Espiral do soluço,

Solta-se, lenta., redonda.

Folha húmida de sal

Na face exangue, dormente

Da terra negra que a sorve

A mão…

Gesto breve, diáfano

Semi-arco perpétuo

Em movimento.

Fecha a harmonia dissonante

De arco já frouxo na alma

Do violino da estação

Que parte…

Posted by Picasa

12 comentários:

C Valente disse...

Bonito poema, e fotos a condizer muito bem,parabens
saudações amigas

gasolina disse...

O Outono que se aproxima, o dourado, a contemplação das partidas.

Gostei muito do teu poema.
Das fotos o bom gosto é de realçar.

Sempre belo aqui.

Beijinho

addiragram disse...

Bonito este teu blog! Obrigada pelas
tuas palavras.

Maria P. disse...

Lindo.

Beijos.

(mas não é despedida, pois não?)

un dress disse...

fios de melancolia



cálidas cores



que calam



...



:) beijO

gabriela r martins disse...

a despedida de um verão que antecede a chegada de um outono saudoso

.

a melancolia de um fim projectada na estação que chega e que se caracteriza ,precisamente ,por esse estado de "alma"

.

porque não há.de a estação ser melancólica? porque não?

.

deixo.te um beijo
( ontem fui eu que não consegui manter.me acordada .escusa! )

mcorreia disse...

que cores lindas!!

Mar Arável disse...

POIS - O VENTO TAMB�M SOPRA DO SUL

CNS disse...

São melancólicos os sopros do vento. Entrelaçam-se saudades. Lindo. Como sempre.

Yardbird disse...

Aí está uma voz quue nunca se calará, Mateso

C Valente disse...

passei , e cumprimento, resto de bom fim de semana
Sauda�es com um beijo

C Valente disse...

Sauda�es amigas