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Alguém que ama a vida e odeia as injustiças

18 maio, 2007

Quando não há Amor


Ontem, corri para o mundo...
Hoje, vejo o mundo correr...
.

Quando não há Amor…

Soa o sino da raiva

No campanário

Do coração.

Bate a porta

Da razão…

Range a dor

Da despedida.


Quando não há amor…

O homem,

Perde-se,

No labirinto da vida

Partida.

Fecha a vidraça do olhar,

Tranca a alma no sentir.

Exangue,

Esconde-se

Nas esquinas do passado

Vivido.

Quando não há amor…

O mundo perde a luz,

Nos lábios trémulos

Das gentes,

Que passam e trespassam

O umbral dos sentidos,

Na procura errante

De uma estrela,

No universo mutante

Da Felicidade.

9 comentários:

un dress disse...

o filtro venenoso da razão

com direito à morte por dentro...



/ veementemente quero a imersão

na vida!!/


beijO.mateso

Cristina Nobre Soares disse...

"Fecha a vidraça do olhar"
Lindo, lindo, lindo...

Mateso disse...

Ainda bem que gostam.. obrigada!
"O olhar da razão na vidraça partida
de um olhar opaco".
Bj.

Bruna Pereira disse...

Que verdade...
A vida não tem sentido nenhum, "Quando não há amor"... Lindo, o que disseste sobre isso.

PS: Já te respondi ao e-mail :D
Beijinhos....

un dress disse...

adoro

tal


aZul



...

Letras de Babel disse...

raiva de não ter um amor


para esbofetear. cuspir. sangrar.


levar a passear
nú. feio. triste.
até o envergonhar.


e


só depois
chorar...

Letras de Babel disse...

mas, para falar verdade, é tudo mais bonito no teu poema; simplesmente acabar um amor e sentarmo-nos ao colo da saudade...


___________________

beijos

Menina dos olhos de água disse...

Sim, o mundo perde a luz, torna-se a preto e branco... e os sem amor torna-se quase sombras a arrastarem-se... Quando não há amor...
Muito bonito!

Olá :)

Ana disse...

Quando não há amor...Não há nada no fundo.