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Alguém que ama a vida e odeia as injustiças

29 maio, 2007

O Vento

William Turner Distant


O Vento

O vento passou na espiral da alma,

O vento dançou na linha do céu,

O vento pairou na terra …

Nos montes de cumes vazios

Nos rios de águas perdidas,

E nos campos calados

E o vento,

Bailou

Nas pestanas das árvores,

Nas faces abertas da flor

Solitária… e

Depois,

Cansou-se, girou e fugiu

Para longe, para o infinito…

Onde tudo é nada

E o nada é tudo.

,


.

5 comentários:

Cristina Nobre Soares disse...

Lê-se de um sopro este teu poema. Por entre o pestanejar de uma brisa. Muito bonito...

Avusa disse...

adorei o teu poema. "…onde tudo é nada e o nada é tudo."

un dress disse...

o venTo danÇa

o venTo baila.



o venTo:

pretériTo.fuTuro.



beijO ~~

un dress disse...

belíssimO

tuner.a distância.

oclusiva.

Mateso disse...

Obrigada pelas vossas palavras. Fico feliz...